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| Irã afirma que começou o processo de enriquecimento de urânio a 20% |
| 09.02.2010 |
| O Irã começou a enriquecer urânio a 20% nesta terça-feira, anunciou a televisão estatal iraniana. Dessa forma, o país pode aumentar ainda mais a pressão por novas sanções internacionais contra ele.
"Hoje começamos a fazer combustível nuclear enriquecido a 20% (...) na presença de inspetores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica)", disse um funcionários não identificado à rede árabe Alam al. O porta-voz da Organização Iraniana de Energia Atômica, Ali Shirzadian, disse à agência Reuters que "trabalho preparatório" tinha começado às 9:30 locais (13h desta segunda-feira no horário de Brasília) e que a produção poderia começar às 13h (16h30)". Reação internacional A pressão internacional por mais sanções contra o governo do Irã cresceu nesta segunda-feira (8) depois que Teerã anunciou planos para produzir urânio enriquecido e construir mais dez usinas nucleares em apenas um ano. O anúncio fez crescer o temor entre países ocidentais de que o governo iraniano tenha intenções de desenvolver armas nucleares. Possíveis sanções incluiriam medidas contra o Banco Central, a Guarda Revolucionária, empresas de exportação e contra o setor de energia, de acordo com diplomatas. Os EUA e a França pediram a imposição de um quarto pacote de sanções. Um alto funcionário do governo americano, que falou à agência de notícias Reuters em condição de anonimato, qualificou o anúncio iraniano de "ação provocativa" que desafia as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e coloca em risco a estabilidade regional. Uma porta-voz da AIEA confirmou que Teerã notificou a agência da ONU sobre seu plano, e acrescentou que o projeto prejudicaria a implementação de um acordo de abastecimento de combustível nuclear entre Irã e potências. O Irã diz ter tomado a decisão devido à frustração com a falta de comprometimento das potências ocidentais em considerar mudanças em uma resolução da ONU que prevê o fornecimento de urânio enriquecido para um reator com fins medicinais em Teerã. França e EUA Após o anúncio da ampliação do programa nuclear, os Estados Unidos e a França afirmaram que novas sanções são o "único caminho" possível em relação ao impasse. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, concordaram que o Irã deve enfrentar "fortes sanções" devido ao seu programa nuclear. Ambos se reuniram ontem em Paris. "Eles concordaram que é hora de adotar sanções rígidas, com a esperança de que as negociações sejam retomadas", disse um oficial que falou em condição de anonimato. "Nós devemos tentar achar uma maneira pacífica de resolver a questão. O único caminho que nos resta, nesse ponto, é a pressão, mas isso exige que a comunidade internacional trabalhe unida", disse Gates. Rússia e China Na Rússia, um membro do partido governista Rússia Unida, do premiê Vladimir Putin, também defendeu a imposição de sanções. "A comunidade internacional deve reagir (...) para enviar a Teerã um novo sinal de sua intenção de reagir com medidas sérias, como por exemplo o reforço das sanções econômicas", disse um porta-voz de Konstantin Kosachyov, chefe do comitê de assuntos internacionais da Câmara baixa da Rússia. Embora a China continue se opondo a sanções, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse no mês passado que, caso o Irã não mude de postura, pode sofrer novas sanções, mesmo que não haja um consenso entre os membros do Conselho de Segurança da ONU. Notícia veiculada no portal www.representantesbrasil.com.br para os nossos associados, representante comercial e representada, que buscam oportunidades de representação ou ofertas de representação. |
| Folha Online |